
Um dos alvos da Operação Reset, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí nesta quarta-feira (23), está foragido. A ação apura um esquema de exclusão indevida de multas de trânsito dentro da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), supostamente em troca de gorjetas e favorecimentos. Segundo a investigação, servidores e terceirizados apagavam infrações de gestores, ex-gestores e familiares ligados à administração anterior da Prefeitura de Teresina.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko, a prática criava um tratamento desigual entre os motoristas. “Essas pessoas se utilizavam do sistema de dados para excluir multas de conhecidos e pessoas que tinham acesso à gestão. Outras pessoas comuns recebiam a multa, pagavam, e tinham seus pontos incluídos na carteira. Já quem tinha vínculo com a antiga gestão tinha suas multas excluídas de forma indevida, gerando prejuízo ao erário público”, explicou.
Luccy Keiko informou ainda que a atual gestão da Strans colaborou com a investigação, repassando dados internos e relatórios da auditoria solicitada após suspeitas levantadas pelo atual superintendente. “Algumas pessoas da gestão passada e da atual, que não tinham envolvimento com o caso, procuraram a delegacia e contribuíram com informações importantes”, completou.
Segundo o delegado, dois investigados que tiveram mandados de busca cumpridos foram monitorados com tornozeleiras eletrônicas enquanto durarem as investigações. Já o suspeito com mandado de prisão temporária expedido não foi localizado e é considerado foragido. A identidade dele não foi revelada oficialmente, mas fontes ligadas à operação confirmaram que o nome é Lucas.
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