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Justiça mantém presos CEO da DF Group e mais 10 investigados por estelionato em Teresina

Os clientes eram atraídos pela promessa de rentabilidade de 10% sobre o valor investido, mas não recebiam o que era prometido, segundo a SSP.

Publicada em 14/07/2026 às 14:55h - Naldo Pereira-Kaenga


Justiça mantém presos CEO da DF Group e mais 10 investigados por estelionato em Teresina
 (Foto: Reprodução/Redes sociais)



Nesta terça-feira (14), a Justiça do Piauí prorrogou as prisões de Douglas Fonseca, CEO da DF Group, e de mais 10 pessoas, investigados por estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O grupo foi preso na última sexta-feira pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP) em Teresina. Os alvos são: 

Douglas Fonseca Araújo

Ícaro Teixeira de Sousa

Milena Alves Torres

Viviane Alves da Silva

Eduardo Lima de Sousa

Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu

Janda Maira de Sousa Silva

Caio Guilherme Campelo

Caio Fonseca Araújo

Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo

Lucas Soares Coutinho

INVESTIGAÇÃO

 De acordo com a SSP, há mais de 100 boletins de ocorrência. Os clientes eram atraídos pela promessa de rentabilidade de 10% sobre o valor investido, mas não recebiam o que era prometido.

A cada dia, novas vítimas procuram a polícia após a prisão dos investigados.

Entre os denunciantes estão fiéis e membros de igrejas da capital, que afirmam ter investido dinheiro acreditando nas promessas. Uma das vítimas revelou que, entre os investigados, está um homem que seria pastor e que, segundo ela, utilizava a confiança dos fiéis para convencê-los a investir no esquema.

“Tinha que investir nesse aí, nesse conhecimento, sobre entender sobre investimento e que o melhor investimento seria esse e foi aquela lavagem cerebral. A tropa todinha que fez investimento, essa galera nossa que fez o investimento, que era congregados, alguns já saíram, alguns se decepcionaram, saíram fora, como eu também saí fora, decepcionado com todos esses acontecimentos, ” disse uma vítima. 

O delegado Matheus Zanatta afirmou que durante a apuração, a polícia constatou que a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro.

Além disso, a polícia aponta que em dois anos, a empresa movimentou cerca de R$ 100 milhões. Segundo Zanatta, Douglas ostentava nas redes sociais carros importados, relógios de alto valor e viagens internacionais para atrair novos investidores.

Tharsio Moura Soares de Gusmão segue foragido.




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