O vereador Raimundo Coimbra teve o mandato cassado durante sessão realizada na sexta-feira (23/05) na Câmara Municipal de São João da Serra. Além de perder a vaga no Legislativo, ele também deixa a presidência da Casa. A cassação foi aprovada por sete votos favoráveis e uma abstenção, em sessão realizada no Plenário Vereador Luís Gregório. A decisão movimentou os bastidores políticos do município e reuniu vereadores, lideranças locais e moradores que acompanharam a votação.
Segundo a defesa de Raimundo Coimbra, já foi apresentado recurso para tentar reverter a decisão na Justiça.
O caso ganhou repercussão nas últimas semanas após denúncias envolvendo supostos episódios de assédio, intimidações e conflitos internos dentro da Câmara Municipal. O Conecta Piauí acompanhou os desdobramentos do caso desde o início das denúncias.
Em entrevista ao portal, o vereador Herbert Torres afirmou que os episódios atribuídos a Raimundo Coimbra não seriam recentes e citou um histórico de comportamentos considerados agressivos dentro do Legislativo.
De acordo com Herbert, já existiriam registros de desacatos contra moradores durante sessões da Câmara, além de ações judiciais movidas contra o então presidente da Casa. O parlamentar também afirmou que servidores teriam deixado o ambiente de trabalho por conta da forma como Raimundo tratava funcionários e colegas.
Outra denúncia mencionada pelo vereador envolve a suposta cobrança de valores de servidores da Câmara. Segundo Herbert Torres, havia relatos de exigência de parte do 13º salário de funcionários sob a justificativa de compra de materiais para a Casa Legislativa.
Durante as denúncias, Herbert também citou declarações consideradas graves atribuídas a Raimundo Coimbra, incluindo supostas ameaças feitas em sessões e reuniões internas. Segundo ele, algumas falas chegaram a ser registradas em atas da Câmara e boletins de ocorrência.
O advogado Marcos Vinicius Brito, que acompanhou o caso, afirmou ao Conecta Piauí que os relatos e documentos reunidos apontariam comportamentos incompatíveis com o exercício do cargo público.
Raimundo Coimbra sempre negou as acusações e sustentou que estaria sendo alvo de perseguição política. Em conversas com a reportagem, o vereador afirmou estar emocionalmente abalado com a situação e disse confiar na reversão do caso na Justiça.
A cassação amplia a crise política no Legislativo de São João da Serra e o caso ainda deve ter novos desdobramentos judiciais nos próximos dias.
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